6 Cases de Sucesso em Design Thinking Aplicado à Saúde

 

Design Thinking é uma abordagem prática-criativa que visa a resolução de problemas em diversas áreas, principalmente, voltada ao desenvolvimento de produtos e serviços.

A proposta deste modelo de desenvolvimento criativo é encontrar respostas que sejam revolucionárias ou inovadoras para os problemas identificados, focando nas reais necessidades. Como não se baseia em dados, mas sim em experiências empíricas, é considerado um método mais humano.

Outro ponto importante é que, mesmo estando concluído, o produto nunca deixa de estar finalizado, pois permanece em estado de constante aprimoramento e evolução, de acordo com as mudanças de necessidades.

Não é à toa que o Design Thinking vem se difundindo em diversos setores e tem ajudado muitas organizações a desenvolver soluções extremamente inovadoras. E no setor da Saúde não é diferente!

Agora, vamos apresentar alguns problemas REAIS que se tornaram verdadeiros Cases de Sucesso! ​

1.      Nutricia, Danone

A Nutricia é uma divisão da empresa Danone, especializada em saúde, que desenvolve pesquisas científicas sobre nutrição e soluções para atender pacientes com dietas inadequadas e uma alimentação irregular.

Com a abordagem do Design Thinking, conseguiram mapear a jornada de vários perfis de pacientes, identificando diferentes comportamentos de consumo, hábitos alimentares e principais necessidades de cada um dos grupos.

Como resultado, fizeram diversos workshops com seus membros a fim de desenvolverem opções de alimentos que suprissem a necessidade dos perfis mapeados e que fossem viáveis comercialmente para a Danone.

2.      Doung Dietz, designer da GE Healthcare

Este designer da GE Healthcare, empresa que fornece tecnologias, infraestrutura digital, análise de dados e ferramentas de suporte a decisões usadas no diagnóstico, tratamento e monitoramento de pacientes, criou um equipamento de ressonância magnética que o levou a ser indicado a um prêmio de design.

Mas, ao ver sua máquina na prática, funcionando, se deparou com crianças aterrorizadas com o exame. Descobriu que 80% das crianças precisavam ser sedadas para passar pelo exame e tantas outras tinham seu exame remarcado por desistência. Puro medo! E descobriu que o ambiente contribuía muito para isso.

Após passar por uma imersão em um Design Thinking Boot Camp, Doug criou um ambiente mais agradável para as crianças, inclusive, personalizando o maquinário com ilustrações infantis, permitindo uma experiência completamente diferente para que elas ficassem tranquilas.

3.      Sala de Ressonância do Hospital das Clínicas, USP

Provavelmente inspirados pela história anterior, os médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo fizeram algo semelhante. Também cientes de que a experiência da ressonância magnética ainda na infância pode parecer estranha e até traumática, criaram um ambiente que lembra uma viagem de submarino ao fundo do mar.

4.      Mayo Clinic, organização sem fins lucrativos, líder mundial em assistência médica, pesquisa e educação

Em consultoria com os designers da IDEO, que é uma companhia de inovação e design, os médicos Nicholas LaRusso e Michael Brennan abriram um laboratório ambulatorial do tipo skunkwork, chamado SPARC, no qual passaram a testar a interação entre provedores e pacientes. Depois de 6 anos, este laboratório se transformou em um grande Centro de Inovação (CFI) para toda a organização.

Um exemplo de inovação que o CFI trouxe foi a readequação de uma sala de consulta, que passou a ser separada em 2 ambientes (foto). De um lado, uma sala de conversação equipada somente com o aparelho de medir pressão e, do outro lado da porta, uma sala de exames com os instrumentos necessários às análises clínicas. Pode parecer simples, mas otimizou o ambiente de modo a tornar o ambiente mais confortável aos pacientes e mais prático para os médicos, que puderam incluir familiares nas consultas, sem constranger os pacientes na sala de exames.

5.      Hospital Israelita Albert Einstein

Com o objetivo de aumentar o desenvolvimento e a implementação de estratégias inovadoras, o Hospital criou a Diretoria de Inovação e Gestão do Conhecimento, responsável por transformar ideias em novos produtos e serviços na área da saúde a fim de disponibilizá-los para a melhoria no tratamento dos pacientes.

A Diretoria de Inovação é dividida nas seguintes áreas: Centro de Inovação Tecnológica (CIT), Innovation Lab, Desenvolvimento de Novos Serviços e Startup. O CIT, por exemplo, disponibiliza ferramentas e presta assessoria técnica aos colaboradores a fim de gerarem ideias, novos produtos e processos.

A Diretoria é responsável por disseminar a cultura de inovação por meio de cursos de propriedade intelectual e inovação para os gestores, além de atividades como workshops de criatividade e Design Thinking envolvendo profissionais de todos os níveis da organização.

Mais um exemplo brasileiro e, possivelmente, um dos que mais atestam a veracidade da aplicação da criatividade para soluções de problemas! ​

6.      Campanha de Prevenção ao câncer de mama, por Corrine Ellsworth Beaumont, designer norte-americana

A abordagem do Design Thinking foi utilizada pela designer Corrine Ellsworth a fim de fazer uma apresentação do tema da campanha de prevenção ao câncer de mama que fosse atrativa, simples porém completa, clara, educativa e também fácil de compartilhar.

Durante suas pesquisas, ela identificou que havia informações confusas e contraditórias nos materiais sobre o assunto, além de abordarem alguns tabus: primeiro, os seios e, depois, o assunto da morte. Fazer uma apresentação para esta campanha era um verdadeiro desafio!

A proposta da campanha excluiu a conotação sexual e de morte: a solução encontrada por ela foi usar limões como metáfora dos seios que, além de serem uma fruta simpática, têm a forma semelhante por fora e a anatomia semelhante por dentro. Confira na imagem a seguir!

 

A prática do Design Thinking ainda é recente e pouco difundida no Brasil, mas sabemos da necessidade e do benefício de ter um trabalho multidisciplinar na área da saúde. Com o Design Thinking, as atividades passam a ser interdisciplinares e coordenadas, possibilitando uma visão integradora para resolução de problemas, propiciando uma cultura de inovação fundamentada em valores como a empatia, a utilização do conhecimento para criar oportunidades, a projeção de experiências e a avaliação de resultados.

Saiba que sua aplicação é capaz de tornar o atendimento ao paciente mais humanizado e os processos internos dos profissionais da saúde mais produtivos.

Agora, ao ver estes cases de sucesso, você já comprovou as vantagens do Design Thinking aplicado à área da saúde, não é mesmo?

Entre em contato conosco para mais informações!

 

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